domingo, 30 de novembro de 2008

sem.


a pesar o instrumento único de pensamento - vida - nos peguei [sim, nos!] num embate bem maior que o dos vocábulos que outrora, comigo, conflitavam; e me fiz saber [de um tudo que já sabia] do sentindo do não-sentidodavida.



{disconnection} - se sei? na mesma! sou feita inverdades, que continuamente se curam do in [diante do crédito/mérito que me é concedido], sou feito amor.

[se é que pode-se lembrar do QUE É amor!]

e trago na cachola um punhado de pensamentos, tão vazios quanto a decisão, diante de quem os provoca; há mais na vida que eu quero; há mais em vida que eu posso; ...água mole em pedra dura,

Íria? Paz!

14 comentários:

~ Genaro disse...

as inverdades são para NÓS; os outros recebem como absoluta realidade.
Dá-se daí então: o que me torna a peçarara q sou,são os 'enganos' acometidos,propositalmente por mim,englobando aquele estranho coletivo já citado !

Unknown disse...

deixa eu ver se entendi...
vc tá dizendo, no começo, que a vida é o único instrumento de pensamento?

Que atribuição estranha!
Eu sempre tive a sensação de que ela era o único instrumento que NÃO é de pensamento - não é sequer instrumento. Instrumento é a nossa caixola pulsante de confusões em cima do pescoço e recheada de querer criar bobagens que não são mais do que suco para o ego.
Para se lembrar do que é amor é fácil: basta vc ser tão natural quanto for possível. Não existe outra maneira. Na época de Sócrates, esse foi o epicentro de todo o seu ensinamento: seja desprendido e natural. Ser natural está mais próximo do que vc possa jamais imaginar com a sua caixola artificial e cheia de baboseiras sem sentido.
Ser artificial é o critério de não se ser amoroso e ser natural é o critério de expandir o amor intrínseco mais e mais - não há nenhum outro critério!
Uma vida baseada em falsetas (leia-se artificialidades) com joguinhos do ego para o ego só pode ser uma vida ausente de amor e repleta de pensamentos inúteis e esperteza egoísta. A vida não é um pensamento; vc não pode definí-la e reduzila a um pensamento porque o seu pensamento continuará sendo apenas o seu pensamento e nada mais. Se vc não estivesse aqui, o Eu Imortal da vida continuaria existindo sem qualquer pensamento! Se todas as formas deste mundo desaparecessem, o que seria mais real, o eu que morre ou o Eu que é infinito?
O eu que morre são os seus pensamentos, seus problemas, suas picuinhas... e quando vc não mais existir, eles serão apenas um passado morto na curva do tempo. Quando vc não estiver mais aqui, o que será desses problemas? Serão apenas poeira ao vento, e o amor continuará, porque o que é natural é imanente à vida e à fonte mais profunda da existência. Vc não poderá acessá-la com seu eu que morrerá um dia, ele não pode inteligir o amor, porque o amor não é inteligível, ele é como um fragrância que corre solta no vento depois de sair de uma flor de lótus - ou vc sente, ou vc não sente.
Inverdades são o nosso próprio engano quanto a nós mesmos.
Inverdades são fantasias que a gente as vezes prefere dar crédito em função de intenções escusas, mas que jamais atacam outro alguém a não ser nós mesmos.
Inverdades não podem ter qualquer poder simplesmente porque não são verdadeiras. Você apenas percebe nelas certo poder na medida em que vc falha ao reconhecê-las pelo que exatamente são: ilusões, ficções.

Só a verdade nos liberta, e ela não está nas nossas concatenações mentais, ela está na nossa naturalidade, em sermos apenas a nós próprios e mais ninguém.

O começo de nossa vida autêntica reside em desencanarmos de pedras duras, de coisas rígidas, e relaxarmos. Enquanto a gente não relaxa e cuida da própria vida, da nossa própria consciência, não pode haver qualquer amor possível. Enquanto a vida é baseada em ficções e mentiras, em fantasias, só pode haver miséria.
Você só recebe aquilo que vc puder oferecer, e vc só oferece se realmente tiver.
E além de tudo isso, tudo o que jogamos na vida ou nas pessoas, volta pra nós de alguma maneira. Não importa como, o cíclo sempre se completa.
Como disse Einstein: "A vida é como jogar uma bola na parede. Se for jogada uma bola azul, ela voltará azul, se for jogada uma bola verde, ela voltará verde, se a bola for jogada fraca, ela voltará fraca, se a bola for jogada com força, ela voltará com força. Por isso, nunca jogue uma bola na vida de forma que você não esteja pronto a recebê-la."
Cedo ou tarde, tudo volta pra nós: amor, frustração, ódio, alegria, paz. Se vc jogar amor, não poderá voltar ódio, só poderá voltar amor.
Isso é um fato e é uma das leis mais fundamentais que existem.
E só passando pelo fogo amargo ou pela brandura da experiência de ter retornado aquilo que contribuimos para os outros e para as pessoas é que pode se saber disso de fato!

Pra finalizar, um recadinho de um cabra indiano chamado Osho:

“Eu chamo de materialista o homem que não conhece a
arte de amar. Eu não chamo de materialista o homem que não
acredita em Deus. E eu não chamo de religioso o homem que
acredita em Deus. Eu chamo de religioso o homem que está
crescendo em seu amor, em sua confiança e sensibilidade –
e vai espalhando seu êxtase por toda a existência”.

Om Shanti!

Saulo.

íriaacosta disse...

o dono da liberdade - aquele do futuro inerente ao passado e presente, livre e tão único em existência - me diz que eu não posso; mas eu digo que posso, desde que seja meu. [e indago: não são meus os próprios pensamentos (e vida) que qq outro pode influenciar, pode interferir, mas ninguém pode saber/conhecer fidedignamente, senão eu mesma? e o que há de mais valor além daquilo que somente EU possuo?] então chamo vida instrumento sim! e chamo-o único de pensamento pois, dentre esses, trago para mim que não há EU depois de mim; e não há vida que se prolongue à imortalidade..
Já do amor, nada sei. Mas confesso, é propósito de vida o descobrir! [e o ter talvez, um dia pra mim/por mim/de mim.. ainda não sei.] mas se vale lembrar, que este é sim, o mal do mundo. o mal que mais bem faz e o destrói sem perceber.

me perguntaram se prefiro liberdade ou poder! eu: há liberdade sem poder? O poder de decisão é que define a liberdade; decisão de decidir ou não.
A naturalidade está em vida/não vida, em ser/não ser, em pensar/não pensar.. dentre outros tantos! está em convicção; e é ela quem move o mundo e as pessoas - finitas ou não - ou como seja que se decida denominar.

Comigo só há uma: a efemeridade do presente [influído e influenciador] que traz à "vida" metamorfose e graça.

~ Genaro disse...

a vida inconstantemente é aquilo que o ser lhe define;
Portanto relacionado in/diretamente todas as atitudes junto ao clichê: 'em toda mentira está presente um fundo de verdade',não quer resumir exatamente que o aspecto propositalmente diferenciado (para não usar 'mentido')atribuídos à uma vida,transforme o dono da mesma em falso.

Acredito que pessoas se emocionam de formas diferenciadas como, por exemplo, o tão citado amor; que de configurações inúmeras aparecem para as pessoas; assim, algumas têm o ‘prazer’ de demonstrar tudo que sentem, outras preferem não ser tão explícitos utilizando outras ‘desculpas’ quem sabe, não os deixando assim uns semvidas: afina tudo é relativo!

sei que podemos construir a vida que queremos levar,
pode ser também que pequenas coisas que me definam não faça um sentido para algumas pessoas,não sendo necessário que as mesmas fiquem sabendo desses detalhes; embora todos tenham que aceitar a condição do próximo.

mas no fim,levando em consideração a ‘minha’ forma de viver,é bom sempre lembrar que as pessoas não são aquilo que conhecemos,pode se esperar muito mais de seres humanos (tanto positivos quanto negativos) e a intenção é de ser assim,totalmente ser humana, a pura&verdade;ou não

Unknown disse...

Vou ser o mais claro possível, já que ninguém quer confundir ninguém aqui com afetações.
O DONO DA LIBERDADE – AQUELE DO FUTURO INERENTE AO PASSADO E PRESENTE, LIVRE E TÃO ÚNICO EM EXISTÊNCIA – ME DIZ QUE EU NÃO POSSO; MAS EU DIGO QUE POSSO, DESDE QUE SEJA MEU. [E INDAGO: NÃO SÃO MEUS OS PRÓPRIOS PENSAMENTOS (E VIDA) QUE QQ OUTRO PODE INFLUENCIAR,PODE INTERFERIR, MAS NINGUÉM PODE SABER/CONHECERFIDEDIGNAMENTE, SENÃO EU MESMA?E O QUE HÁ DE MAIS VALOR ALÉM DAQUILO QUE SOMENTE EU POSSUO?] ENTÃO CHAMO VIDA INSTRUMENTO SIM! E CHAMO-O ÚNICO DE PENSAMENTO POIS, DENTRE ESSES, TRAGO PARA MIM QUE NÃO HÁ EU DEPOIS DE MIM; E NÃO HÁ VIDA QUE SE PROLONGUE À IMORTALIDADE..
JÁ DO AMOR, NADA SEI.MAS CONFESSO, É PROPÓSITO DE VIDA O DESCOBRIR! [E O TER TALVEZ, UM DIA PRA MIM/POR MIM/DE MIM.. AINDA NÃO SEI.]MAS SE VALE LEMBRAR, QUE ESTE É SIM, O MAL DO MUNDO, O MAL QUE MAIS BEM FAZ E O DESTRÓI SEM PERCEBER.
ME PERGUNTARAM SE PREFIRO LIBERDADE OU PODER! EU: HÁ LIBERDADE SEM PODER? O PODER DE DECISÃO É QUE DEFINE A LIBERADE; DECISÃO DE DECIDIR OU NÃO. A NATURALIDADE ESTÁ EM VIDA/NÃO VIDA, EM SER/NÃO SER, EM PENSAR/NÃO PENSAR.. DENTRE OUTROS TANTOS!ESTÁ EM CONVICÇÃO; E É ELA QUEM MOVE O MUNDO E AS PESSOAS – FINITAS OU NÃO – OU COMO SEJA QUE SE DECIDA DENOMINAR.
COMIGO SÓ HÁ UMA: A EFEMERIDADE DO PRESENTE [INFLUÍDO E INFLUENCIADOR] QUE TRAZ À “VIDA” METAMORFOSE E GRAÇA.
Todos os horrores e maravilhas passam e, no final, para nós, só sobra o que somos e não o que pensamos. Só a paz tira a ânsia, o medo, e liberta o que quer que haja de angústia ou vazio. Afinal, o suprasumo é a liberdade ou não? A menos que isso não seja, é necessário que continuemos a buscá-la com pensamentos fortes. O pensamento chamado bom é melhor que o chamado péssimo, mas ambos são ilusão e da mesma forma que eles vêm, eles se vão. E a verdade permanece, o centro intrínseco permanece, a identidade sempre-presente permanece. Ela não vem e nem vai, tampouco teve um início, ou terá um fim. Não podemos ter medo de confiar mais nesta realidade imanente do que aquelas que vem e vão, que é tudo o que a gente acredita! É possível confiar em algo mais do que a própria energia não-substanciada que nos faz existir? Como é possível depositar mais crédito àquilo que artificialmente criamos, do que àquilo que naturalmente sempre existiu? Entenda: o critério para as coisas artificiais é o que vem e vai, que nasce e morre, e o critério para as coisas naturais é aquilo que nem vem e nem vai – sempre esteve. Nós criamos as nossas próprias crenças, nossos próprios pensamentos, que morrerão junto com nossa mente e nosso corpo: e nossa consciência permanecerá. Crença é energia, é pensamento, é um nada que resolvemos que seja algo. O valor nunca é da coisa, é a gente que dá e aquilo fica do jeito que quisemos que fosse. Você pode decidir por lindas fantasias, mas a realidade imanente permanecerá depois que as fantasias se forem. Você pode tentar, mas pensamentos são apenas nuvens, eles vem, e se vão – mas o Céu Estrelado permanece imutavelmente para sempre! Este céu estrelado é como a própria Consciência Unificada. Isto não é uma afirmação filosófica, isto é um fato científico. A mecânica quântica contemporânea descobriu que nos níveis subatômicos há uma testemunha, uma observação pura, uma consciência unificada e eterna que permanece ali misteriosamente, e este nível subatômico é o substrato indivisível que rege todos os seres vivos e os torna, invariavelmente, Unos. Talvez você não esteja ao fato de que há algo além dos pensamentos, a consciência sempre-presente que te torna realmente livre, porque você não pode agarrar-se à ela – você É ELA. Os seus pensamentos não são você, os seus pensamentos são os únicos inerentes ao passado e ao futuro. Futuro algum pode ser inerente ao presente. O presente só pode ser inerente a ele mesmo, pois, uma vez que você não está no presente, está nos pensamentos, que são futuro ou passado.
Como eu tenho dito, a vida não é um pensamento porque ela PRECEDE os próprios pensamentos que saem das mentes humanas. A vida simplesmente é, e ela é perfeita como tal, sem qualquer pensamento sobre ela. Mas se digo que ela é perfeita, não estou dizendo que ela se encaixa com alguma idéia minha de perfeição – eu não tenho nenhuma. Ela é perfeita do jeito que é, colocando pensamentos sobre ela, virá a comparação, e, com isso, a frustração. Se você diz que você deveria ter cabelo colorido e não tem, então há um problema. Ou, melhor dizendo, se você tem uma idéia de que deveria ter um cabelo colorido e não tem, você está com algum problema. A vida apenas é. Você tem cabelo loiro e a Rita Lee tem cabelo vermelho. Uma rosa tem espinhos, e uma catléya não tem. Tudo está perfeitamente bem, como é pra ser. Pra mim, não tem nenhum deveria, nenhuma idéia de como a maioria das coisas deveria ser.
O pensamento tem uma certa substância – fictícia, mas tem -, mas a consciência é não-substanciada. O problema surge porque aquilo que você não pode degustar com o ego, parece não ter qualquer relevância – só que a consciência sempre-presente está além do ego. A consciência é a própria energia criativa da existência. Algumas religiões não compreendem isso porque a maioria delas tem mais de 2000 anos e naquela época o desenvolvimento humano da linguagem ainda era muito pobre. Mas hoje há linguagem suficiente para – ainda que não se vivencie com palavras esta realidade – relatar a algum nível de entendimento o que isto significa. Estas religiões tem chamado a energia criativa de Deus, mas deus se tornou apenas um velho sentado no canto do cosmos. Esse Deus é absolutamente fictício.
A consciência é a própria luz codificada da existência. Tudo que é material tem substância, inclusive os pensamentos, porque eles atuam no campo da mente e carregam energia em níveis sutis. A consciência tem existência, e não substância. Você não pode dizer que a consciência existe porque ela é o próprio existir – é a existência. Se pudéssemos dizer que a consciência existe, isto seria uma tautologia, uma repetição. Estaríamos dizendo que a existência existe. Se digo que este teclado na minha frente existe, isto é válido, porque ele poderá ir para a não-existência se eu botar fogo nele agora mesmo. Mas se eu dizer que a consciência – que nunca nasceu – existe, então estarei dizendo um completo absurdo, já que ela não pode deixar de existir: sempre existiu. A dualidade é boa porque ela ajuda a entender. Só podemos compreender que uma coisa é eterna se haver coisas que não o são. Quando eu afirmo que a existência existe, que a consciência que anima todos os seres existe, o que estou dizendo com isso? Que a existência pode deixar de existir? Assim fica melhor pra entender.. Só que se eu disser que a Consciência Unificada não pode jamais entrar num estado de não existência, de ausência, então isto significa que a Consciência Unificada é a própria existência! Ela existe muito antes dos seus pensamentos. E os Orientais o sabem muito bem, há milênios. Então, pra ficar mais claro ainda pra você: se eu digo que um pensamento existe, só estou dizendo que ele não é a existência, e portanto não está no mesmo padrão da Consciência Unificada. A qualquer momento, o pensamento se vai, e sai da existência. A qualquer momento, a nuvem se dissipa, e só resta o Céu Infinito – apenas a Consciência Unificada! Esta consciência é sua condição natural. Sua mente é seu estado artificial, logo, todos os seus pensamentos são artificiais e, por natureza, não poderiam de forma alguma serem naturais.
Sem qualquer sombra de dúvidas, aquilo que possuímos, é o que há de valoroso para nós. Entretanto, como concordaria Tyler Durden, as coisas que você possui, acabam possuindo você: porque você escolhe! Primeiramente, você cria a idéia de um belo carro, ou um belo vestido, e então é a busca: a escolha já foi feita no pensamento. Então, você finalmente cristaliza o seu pensamento – ele se tornou um carro na sua garagem, ou um vestido caro no seu armário: tanto faz o exemplo... o objeto pode ser Brad Pitt – não importa. Assim, por um tempo, depois de viver com o seu carro, vestido, homem, a sua idéia parece que não é mais tão sofisticada, já que era apenas um pensamento que se tornou realidade – todas as fantasias caem por terra.
Só que aí você também cai por terra e se torna um pouco mais alerta, se você for esperto, é claro, e sente como se estivesse meio iludido, de que o seu carro novo se tornou apenas uma lata entre tantos pedaços de metal bem delineados. Você pensou que estava com a máquina das máquinas, e de repente, depois de algum tempo – e isso depende, porque se a pessoa for muito estúpida, levará a vida toda pra saber que carrega uma ilusão – os sonhos se evaporam, o carro se tornou absolutamente comum – não há nada de novo nele, toda a geografia já está conhecida e sua idéia já não é mais a mesma. Você pode até pensar que o vendedor te iludiu, te enganou, que ele é um paspalho, mas paspalho é você.
Ninguém jamais te enganou, e o seu carro é absolutamente o mesmo: a tua fantasia é que foi para o beleléu: ilusões não duram muito tempo. É fácil ter muitas idéias e muitas fantasias na mente, mas o fato é que você não poderá manter o ideal por muito tempo. Fantasias são só fantasias.
Esse é um insight interessante: quanto mais a sua fantasia se aproxima, mais a realidade direta se tornará palpável. Então, quando a realidade e a fantasia se tornam uma, você deve saber, obviamente, quem perderá: será a sua fantasia. A realidade direta e reta permanece intacta e vitoriosa, porque ela, naturalmente, não é um pensamento. O critério, então, é o de que o pensamento nunca permanece: é apenas poeira ao vento.
Os povos Orientais são tão profundos que compreenderam isso 4 mil anos atrás. Nós ainda estamos penando nos pensamentos... Eles descobriram que somente é a verdade aquilo que pode durar para sempre, nunca ter nascido, e que nunca morrerá. A inverdade é aquilo que dura só um pequeno instante na contagem do tempo. A existência – ou a consciência unificada ou Testemunha, ou Identidade sempre-presente, os nomes são muitos – é eterna. A mente dura apenas um pequeno período de tempo, por isso, seja lá o que for que a sua mente possa contribuir para a existência, não passará de uma interpretação. Pode ser bonita, mas será só interpretação. Quando sua interpretação se torna muito sofisticada, sua mente se torna outra – seus pensamentos mudam. Enquanto isso, a consciência, a Testemunha, que é VOCÊ, continua plena, em Paz. Assim, como a mente é um fluxo constante de inquietação e confusão, a interpretação DEVE ser mudada ao longo do tempo para poder acompanhar a mente, que nunca pode permanecer simultaneamente em instantes consecutivos: a cada situação, seu estado muda.
O mecanismo é muito simples: a sua escolha implica na sua identificação, e a sua identificação implica na sua confusão – nuvens e mais nuvens. O que quer que você escolha, de algum modo fará com que você se identifique com o objeto de sua escolha. Você adquire um carro dos seus sonhos, você aproximou a fantasia com a realidade. Então, seu carro é roubado, parecerá que algo do seu ser foi roubado, mas será apenas a sua fantasia que não tem mais solo. Você começa a pensar que você é o carro: ele te possuiu. O pensamento virou realidade, e o pensamento cristalizado te possuiu.
Identificar com algo é o equivalente à perder a consciência. O problema não está nos seus pensamentos: o REAL problema está na sua identificação com eles. Eles são apenas hóspedes num hotel chamado mente. Mas você gosta de se agarrar a eles, como se você fosse eles. A identificação é uma espécie de hipnose patológica.
Então, sabia. Não estou condenando os pensamentos: como eu posso condenar uma ilusão? É impossível. Eu condeno a identificação, porque é uma ilusão mais sutil, que você não percebe. O que eu to dizendo é: tenha pensamentos seus, isso é bom, mas seja uma testemunha, não se agarre a ilusões. Isso não é muito difícil porque a sua consciência nada mais é do que uma testemunha. Você pode ter milhões de pensamentos, mas a consciência não terá nenhum: ele não é superficial, ele é Paz.
Mas pode demorar, porque toda a nossa vida é baseada em identificações. Se você está com sede, você se identifica com a sua sede. Só que repara bem ao fundo: você é a sua sede, ou a sua sede que está acontecendo em você? Você é a sede em seu organismo, ou você simplesmente é consciente de que a sede é uma necessidade fisiológica momentânea? Se você fosse a sua sede, isso seria um problema, porque quando você tomasse uma breja bem gelada e a sede acabasse, onde você estaria? Você agora está sem sede e começa então a se identificar com a ausência de sede: a identificação mudou.
Você era uma criança e quando era criança você tinha noção de que era uma guria, agora, onde você está, já que é uma mulher? Quando tiver 60 anos, você estará identificada com a velhice. Mas isso são apenas estados da mente. A consciência permanece resplandecente e intacta. Ela não passa de um espelho. Se você colocar alguma coisa enfrente do espelho, ele apenas refletirá: ele não passa de uma testemunha. Tudo acontece frente ao espelho: pensamentos, idéias, fome, sede, tristeza, alegria, ciúme, amor, ódio, mas nada pode acontecer ao espelho.
Você diz: “E CHAMO-O ÚNICO DE PENSAMENTO POIS, DENTRE ESSES, TRAGO PARA MIM QUE NÃO HÁ EU DEPOIS DE MIM; E NÃO HÁ VIDA QUE SE PROLONGUE À IMORTALIDADE.”
Com que bases você pode afirmar uma coisa dessas? De fato, não há vida que se prolongue à imortalidade porque a vida é a PRÓPRIA IMORTALIDADE! Mas como, ainda assim, você afirma isso? Você já meditou? Já saboreou o seu centro mais profundo, que é o próprio centro imortal da existência? Se você sequer sabe o que é meditação, vou deixar muito claro. Não estou falando de Técnicas Meditativas, como a Ioga, por exemplo. Essas coisas são apenas esportes de treinamento. Para se reconhecer a consciência, que É VOCÊ, deve estar no estado meditativo como uma experiência direta. Nós Ocidentais ouvimos muito falar de mantra, tantra, ioga só que a gente não sabe de nada disso. Meditação é um preparar de terreno pra que você possa se conectar com a sua imortalidade. Isto é uma experiência absolutamente individual. Mas se você jamais passou por esta experiência, não tem qualquer critério para afirmar isto que você afirmou. Como trazer pra você que não há eu depois de você? Só há um Único Eu real que É VOCÊ. Este eu é imortal e eterno. Todo o resto é ilusão, Maya, uma fantasia com cara de real.
A mecânica quântica descobriu que a matéria, na realidade, não é material, porque não há nada localmente materializado no núcleo do átomo – ele é uma campo de energia vazio. A precipitação dos átomos a uma frequência muito baixa cria a ilusão de que as coisas são materiais. São apenas uma freqüência de onda se convertendo em partícula alternadamente!
E assim como a matéria, os pensamentos são só ondas, só que operando a uma frequência muito alta – por isso a imaterialidade. Entretanto, material ou não, é somente fantasia: se perderá no tempo.
Então, a meditação é a única base através da qual se pode afirmar sobre coisas imortais. Eu só posso dizer daquilo que é minha própria experiência. E minha experiência com isso me mostrou que a consciência é a condição natural de todos os seres. Na verdade, um estado sem estado: é exatamente aquilo que é. Totalmente sem complicações, sem complexidades. A complexidade é do ego e não é mais do que a tentativa do ego de obscurecer o óbvio. O seu pensamento provoca uma superimposição em todas as dimensões da sua vida, ele lhe dita como você será, como agirá, quais são seus sucessos, seus insucessos, tudo o que há de atrativo ou repugnante em sua vida.
Ele é o seu senhor. A meditação te mostra como você, que é imortal, pode ser o senhor, e fazer do pensamento apenas um escravo e mais nada. O estado meditativo é a consciência sem escolhas, um despertar para o aqui e agora. Percebido isso, seus conceitos e seus pensamentos caem por terra e se tornam um nada irrisório. Eles serão bons apenas para brincadeira, para divertimento, mas jamais uma seriedade a tal ponto de fazer com que você pense que eles te pertencem.

“JÁ DO AMOR, NADA SEI.MAS CONFESSO, É PROPÓSITO DE VIDA O DESCOBRIR! [E O TER TALVEZ, UM DIA PRA MIM/POR MIM/DE MIM.. AINDA NÃO SEI.]MAS SE VALE LEMBRAR, QUE ESTE É SIM, O MAL DO MUNDO, O MAL QUE MAIS BEM FAZ E O DESTRÓI SEM PERCEBER.”
O amor segue a meditação como uma sombra. E, de fato, ele pode ser destrutivo. E sabe porque esse “sem perceber”? Uma vez eu ouvi o seguinte de um cara de tremendo insight: "O amor pode ser destrutivo de muitas maneiras, porque o amor não é necessariamente iluminado. Uma mãe ama o filho, e todo o mundo está sofrendo PORQUE as mães amam seus filhos. Pergunte aos psiquiatras, aos psicólogos. Eles dizem que toda neurose pode ser reduzida ao relacionamento mãe-filho. Muitas pessoas, nos hospitais psiquiátricos, estão sofrendo de amor. Os pais amam seus filhos, os sacerdotes amam, os políticos amam. Todos estão amando, mas o amor não é necessariamente iluminado.
Quando o amor é iluminado, ele é compaixão. Então, ele é de uma qualidade TOTALMENTE diferente. Ele lhe dá liberdade. Toda a sua função é dar liberdade, totalmente. E ele não só fala de liberdade, mas também faz todo o esforço para torná-lo livre e para destruir todos os obstáculos no caminho da liberdade.
Assim, o amor pode existir, mas, se ele não for alerta, desperto, ele será destrutivo - e isto é absolutamente certo. O amor sozinho não é suficiente, ou o mundo já teria se tornado um paraíso. Não digo que o amor deveria ser negado, muito pelo contrário - mas o amor não deveria vir primeiro. A sua consciência, o seu despertar, DEVE VIR PRIMEIRO. Depois disso, a compaixão o seguirá como uma sombra."
E isso é tudo.

“ME PERGUNTARAM SE PREFIRO LIBERDADE OU PODER! EU: HÁ LIBERDADE SEM PODER? O PODER DE DECISÃO É QUE DEFINE A LIBERADE; DECISÃO DE DECIDIR OU NÃO. A NATURALIDADE ESTÁ EM VIDA/NÃO VIDA, EM SER/NÃO SER, EM PENSAR/NÃO PENSAR.. DENTRE OUTROS TANTOS!ESTÁ EM CONVICÇÃO; E É ELA QUEM MOVE O MUNDO E AS PESSOAS – FINITAS OU NÃO – OU COMO SEJA QUE SE DECIDA DENOMINAR.”

Não se trata de escolher entre liberdade e poder. Liberdade ou poder – o erro é o mesmo. O poder de não-decisão é que define a SUA CONSCIÊNCIA. A naturalidade está em ser a SUA NATUREZA, a sua condição primordial. O quem vem disso, não importa, vem do centro da existência.
Estou convicto de que o mundo precisa urgentemente de pessoas menos convictas, de pessoas mais compassivas. Estamos à beira de um caos ecossistêmico absolutamente irreversível em todos os ambientes naturais da Terra. Só o homem não consegue ser natural, e isso é devido à excesso de convicção. Sua convicção deveria ter uma fonte e um foco totalmente diferente, uma ênfase universal, uma ênfase consciente que reúna forças em direção ao todo pra tornar este mundo um manancial de possibilidades infinitas. Mas nossa convicção tornou esse mundo um manancial de miséria.
Tudo depende do foco, da atitude.
Gosto de citar a observação dos Apollos, depois de voltarem para a Terra:
“Aprendemos muito sobre a Lua, mas mais ainda sobre a Terra. O fato de que apenas à distância da Lua você possa levantar o polegar e tapar com ele a Terra, tudo o que você já conheceu, seus entes queridos, seus negócios, os problemas da própria Terra, tudo atrás do seu polegar. O quão insignificantes somos! E quão afortunados somos de ter um corpo, de poder desfrutar dele, e viver aqui entre as belezas da Terra.”
(Jim Lovell; Apollo 13)
“Aqui é um verdadeiro oásis e não cuidamos bem dele. E acho que aumentarmos a consciência disso é a melhor contribuição para salvar a Terra, se possível.”
(Dave Scott; Apollo 15)
“A Terra mudou muito desde que começamos a voar no Gemini. Coisas como poluição urbana, que você agora pode ver em órbita.
Você pode ver que as grandes cidades têm suas próprias atmosferas. Têm mesmo!
Nós devíamos estar preocupados com nossos filhos e netos, mas o que nos preocupa? O preço da gasolina. Nos EUA nos preocupa o preço de 3 dólares a gasolina. É terrível.”
(John Young; Apollo 16)
“COMIGO SÓ HÁ UMA: A EFEMERIDADE DO PRESENTE [INFLUÍDO E INFLUENCIADOR] QUE TRAZ À “VIDA” METAMORFOSE E GRAÇA.”
Sim, e comigo há duas, a efemeridade e a PRECIOSIDADE do presente, que é tudo que temos.
Vamos dar valor a isso, porque somos um todo orgânico, e está tudo interligado.

Beijos,
Saulo.

íriaacosta disse...

bah! foram estes os meus naquele domingo; não foram os mesmos na segunda e, com certeza, não o serão jamais. e tenho prazer no mudar! que 0.1 não é 0.10 e, guardo comigo [mas n só pra mim] que esta seja verdade, assim como a seguinte: não há verdade que simplesmente exista [desde sempre, genuína e intrínseca] justamente pelo fato de que verdades são crenças ou 'nada que resolvemos que seja algo '

das teorias cientificamente comprovadas ao próprio amor ou à vida, fora do prisma pelo qual se julgam verdade, não passam de crença. Não ignoro o fato de que acreditar é tudo que se tem, tudo que se pode, além do fato de existir por si só.

Reconheço ainda que há muito pra conhecer. ah! como eu queria saber de todos os pensamentos que julgo relevantes.. mas 'a vida n precisa de juizes, a questão é sermos razoáveis'... e é por isso que sei, como poucas coisas, convictamente, que haverá mudança nisso que hoje chamo EU. só espero que a essência de MIM permaneça [peco aqui por me render à crença de que o que trago comigo é tão bom e digno de permanecer que talvez se torne verdade/crença].

Já no fim, deixo um pedido, quase uma súplica: seja breve Maomé, que a montanha não resistirá à digressão. E não peço por preguiça ou debilidade de entendimento, mas pelo breve nãotãobreve castigo que me foi aplicado - o da clandestinidade.

beijos e um abraço frangal ;D

Unknown disse...

Realmente, domingo é um, segunda é outro e assim vai... o pensamento é como um pêndulo.

É necessário separar as coisas. A diferença está apenas nos níveis. Um nível é o mental, e o outro nível é o do Ser. Crenças, sem dúvida nenhuma, não são nada mais nada menos que uma ficção temporária que a gente resolve ter como uma espécie de apoio, de consolo; uma disfunção hipnótica da mente simplesmente para nos distanciar daquilo que é. Logo, crença é pensamento e é puramente superficial: é do nível da mente.
O que você chama de verdades, na sua concepção disso, só podem ser pensamentos argumentativos ou crenças coerentes de uma mente em particular. Então, essas verdades são pensamentos ilusórios, e nem poderiam sequer ser chamadas de verdades. A crença é o mesmo que esconder a própria ignorância. Por isso que há tantos crentes no mundo. Isso é uma coisa muito fácil de se fazer, porque está apenas no nível superficial da mente.
Quando digo verdade, não estou me referindo à idéias verdadeiras. Idéias verdadeiras ainda estão no nível superficial. A verdade que digo exige uma imensa energia de sua parte para que você possa vivenciá-la; exige um movimento para dentro, para o centro. É o mesmo que dizer que a verdade está dentro, e os seus pensamentos - inverdade - estão fora.
Imagine uma roda. A verdade é o centro da roda. O centro da roda é único, é o centro de tudo: é o nosso centro, ele é profundo. Na medida em que você se distancia do centro, você já não está mais com a verdade, você começa a se movimentar de um pensamento para o outro, e quanto mais você vai pra superfície, mais pensamentos existem.
Enquanto você está só na mente, fica difícil compreender a enorme diferença.
Posso usar muitas metáfora, mas se alguém não experienciar o fenômeno mais profundo, o intelecto não será capaz de apreendê-lo e ficaremos aqui por toda a eternidade dialogando. Já disse muito extensamente no outro comentário o suficiente.
A orientação para este Ser - o centro infinito da roda - não é uma mudança, mas um reconhecimento. É o reconhecimento de onde você sempre esteve e do que é para sempre. Ele é o centro de todos, não só de alguns poucos.

Acho que desta vez fui mais breve. É que a montanha é grande e cheia de pensamentos, então maomé precisa usar seus recursos pra se chegar no topo da montanha e tentar lapidá-la.

íriaacosta disse...

claro, conciso, objetivo!
me convenceu! [e não ao mesmo tempo..] mas alcançou o objeto: lapdar!

Gosto de saber das coisas como os outros as vêem, ainda mais quando o outro se faz profeta.

confesso, fiquei curiosa e QUERO experimentar estar no tal centro da roda pra conhecer ou conceber de mim, esta verdade que é desde e para sempre.

me pesa agora encontrar o caminho pra o dito lugar porque, imagino eu, cada um deve ter de encontrar o seu próprio; sua maneira de se 'esvaziar' de si e tornar-se merecedor de tamanha verdade.

e acharei!

Unknown disse...

É verdade, o convencimento acontece porque os argumentos são válidos e o seu intelecto não encontra outra possibilidade que diga que estes argumentos não são válidos. E você diz "e não ao mesmo tempo" simplesmente porque o que eu disse não é a sua experiência.
Você entendeu intelectualmente, mas não existencialmente - a diferença está clara.
Isso mostra que o intelecto é ótimo na medida em que ele reconhece que há algo para além dele, e no seu íntimo você sabe disso.
O centro da roda é a sua natureza.
Todos nós nascemos apenas com o centro, e a sociedade vai corrompendo o centro. Não corrompendo, mas vai fazendo a roda ficar gigante de modo que o centro passa a ser apenas uma sensação estranha no seu interior querendo explodir - é uma coceira interna.
É o mesmo com uma cebola. Quando a cebola começa a crescer no solo, ela começa, naturalmente, pelo centro. E então ao longo da vida: camadas e mais camadas. A metáfora é interessante e ajuda a entender.
Tudo o que eu disse é que essa coisa chamada estado meditativo simplesmente significa permanecer com a cebola descascada, como uma criança. Você sabe, crianças não gostam muito de pensar. Elas são inocentes e não são corrompidas, apesar de o corrompimento acontecer gradualmente.
Não que o estado meditativo te torne ingênuo como uma criança. Pelo contrário, ele te torna novamente inocente, mas com imensa sagacidade. A criança é ingênua e inocente ao mesmo tempo. O adulto em estado meditativo é inocente, no sentido de que ele está integrado com o todo, e sagaz, no sentido de que ele pode compreender as profundezas do seu próprio interior e as espertezas humanas com facilidade.

Você está certíssima: cada um deve encontrar o seu próprio caminho para isso. Alguns, praticam técnicas meditativas a vida toda, simplesmente porque gostam deste esporte. Outros, entram no território da meditação, e de repente têm o insight, o reconhecimento: você é a existência e não pode ser qualquer outra coisa.
Aí vai de cada um, no entanto é necessário relaxar, aquietar...

Tente, antes de dormir, o seguinte: sente do modo como quiser, pode ser de olhos fechados ou abertos.. posições não importam..
Então comece a observar os seus pensamentos. Não se agarre a eles - esse é o problema. Sempre que ele vem, você começa a viajar, e sua energia se esvazia. Não faça isso. Seja uma testemunha. O pensamento vem, ele é um hóspede, você só dá oi pra ele, e ele vaza. Quando ele vaza, existe uma lacuna - a lacuna é o centro!!
Isso pode ser muito difícil, mas não tanto. Assim, quanto mais você observa, menos pensamentos virão, e mais lacunas haverão. Menos núvens aparecerão, e mais céu estrelado existirá. Ai, uma hora, de repente, só haverá uma lacuna infinita - isto é o que eu chamo de estado meditativo.
Você agirá, mas o pensamento só aparece se você ordenar. Você se torna a senhora, e não o contrário.

Isso parece muito difícil. Pode demorar. Depende de cada um.

Isso é só uma técnica. A técnica não é o fim, ela é só o meio.
Você pode tentar.
O importante é a testemunha.

É isso aí..
farow meus brodss

~ Genaro disse...

falo bords agora chega
aeeuheuaheu

:*

pk disse...

saudades de vc filha da mae!

íriaacosta disse...

;P

Chato disse...

"...trago na cachola um punhado de pensamentos, tão vazios quanto a decisão"

Ótimo!

íriaacosta disse...

sabe, queria ôtra noite dessa.
mesmo sabendo que não me levaria a lugar algum. [denovo]