sexta-feira, 6 de março de 2009

ninei, numa cadeira de balanço,
vagarosamente, na cadeira de balanço,
a teimosia em arrepender duma cadeira de balanço.
me acostumei ao gingado da cadeira de balanço,
me perdi, com os pés no chão; sentindo seu balanço.
e fui feliz até seu despertar.
o que faltava ali,
era a cadeira de balanço.

segunda-feira, 16 de fevereiro de 2009

meu feverêro.


nesse carnaval, vô me pintar de alegria;
deixa pra lá que o céu não é feito algodão;
que a lua não brilha por si só, que a vida é coisa quase em vão. não te deixo saber que o riso é boa saúde e memória fraca; que os sonhos são fumaça; que na real, nossa miséria preles, é diversão. vô esquecer as chamas da babilônia; sorria! paz! e eu vô cantando aquela marchinha alegre do mesmo rito que já passou, repetindo a felicidade que nunca foi deninguém. era minha contribuição para estragar seu dia, hoje.
Obrigada.

terça-feira, 3 de fevereiro de 2009

te peço em casamento, se vc precisar.


mais uma vez; como numa curva.
só se encaixam no vão umas das outras, sem interesse pelo que nãocabe..



todominguénostalgia
guardando medos pra depois?


e vi passar lá adiante um andor. e carreguei o meu. e me pus sobre ele quando cansei.
e todos carregavam os seus, e punham nele medo e dor! não parece estranho pra você?
o meu ficou pesado, muito mais suportável que os demais, diria, no entanto.



escoando ... deixei escapar, lentamente.
aproveitar cada segundo [mas como é curvo, segundos não me importam]
remete à ciclicidade.

vi nos que caminhavam a sinceridade que não havia em mim,
entra ano, sai ano, eles caminham sempre ali.
fielmente amarrados, presos, tão livres! {e sobre mim os meus pecados..}
divaguei sobre os meios e os fins - do respeito queeu queria; da sua inaplicabilidade.
utopicamente, me disseram.
e falamos dos governos, das nostalgias, dos desejos.
e naquele olhar ingênuo encontrei só sonhos
[que a fumaça do meu realismo/ceticismo tampou]
não foi pilantra o suficiente aquele.



me diz da verdade, me diz, por favor.
o que vale realmente é vida ou Vida?
me é complexo colocar V em frente a I e ir assim formando uma espécie de tudo.
e contemplar sua magnificância mesmo em falta tãão solene de si mesma.



demim, desencontrada.
só sentada, vendo quem vence ganhar.
feliz com papel, que não rejeita palavra.

sexta-feira, 23 de janeiro de 2009

Vivalavida


e por ter bons pais me tornei assim;
que se fossem ruins, então como seria?!


que se reúnam aqueles que me fazem bem

ao brinde desse ano já repleto de expetativas e de 'boassortes'...


'boasvindas' àquele que tem o nome derivado da Lua !


Luan.

domingo, 30 de novembro de 2008

sem.


a pesar o instrumento único de pensamento - vida - nos peguei [sim, nos!] num embate bem maior que o dos vocábulos que outrora, comigo, conflitavam; e me fiz saber [de um tudo que já sabia] do sentindo do não-sentidodavida.



{disconnection} - se sei? na mesma! sou feita inverdades, que continuamente se curam do in [diante do crédito/mérito que me é concedido], sou feito amor.

[se é que pode-se lembrar do QUE É amor!]

e trago na cachola um punhado de pensamentos, tão vazios quanto a decisão, diante de quem os provoca; há mais na vida que eu quero; há mais em vida que eu posso; ...água mole em pedra dura,

Íria? Paz!

domingo, 9 de novembro de 2008

supermanifestação de afeto-ê



e foi desde quando que uma palavra salva uma vida?
se a posse qual me designa já vem de nascença, e tão imatura já lançava verbetes que às vezes nem sentido tinha para mim e os outros.


relapsa diante dessa permissão de expressão ampla; quando pronunciada é como se a própria atinge seu destino, e recua toda impregnada de sentidos e validade contraria.


De qual a serventia então né?
talvez esse abstracto, torna-se concreto para quem se põe disposto à aceitação.
É contínua nos pontos, quando toda resenha funcional tende à ser infinita.
aí dá zero saca?!

domingo, 26 de outubro de 2008

cíclico.


qual mérito existe senão pelo parâmetro através do qual faz sentido conferí-lo?
desta mesma, a que divaga: é cíclica a verdadedavida.

juntando pontos, quem é que garante a qualidade-fieldade da reta?
se posso assim - posso, claro! desde que escolha corretamente o prisma davaliação - afirmar:
sofismas e paradigmas são digressões vãs a propósito da amortização da bezerra [ou de um outro galináceo qq]...

videmorte/verdadinverdade se fazem um, atentantando-se aos pensamentos anteriores..

mas que tudo é assim, o amigo já deve saber.
porque viver ensina a ciclicidade [aoiehoaeihoeai] da vida.

a própria e mesma que eu já não quero aprender - diante do entender que é iminente a tal vocábulo.

fico assim, na ínfima eminência de tal divagação;& medespeço daquilo que outrora eu deixei de acreditar.

quinta-feira, 25 de setembro de 2008

'que só pra mim, andam assim, as coisas consertadas.'


então tá! chega daslembranças e dasvidas que se vão;
parei coaquela coisa de querer tudo assim, enfim, ao contrário.
pra saber que saber é ruim, prefiroométododaignorância.
aquele de quem enfrenta a vida coméla é - ou como dizem por aí que ela se fez;
ao avesso, é tudo difícil: dá certo quando não dá.

que agora pra mim eu desejo tudo, mas não quero nada.
nenhuma canção, nem uma canção.

..e pára para além avistar, querer, navegar.

quando a gente se pega dumjeito que nuncacreditou; nuncacreditará.
vida. desconsertada. tão certa como ela só!
feliz eu, que tenho tristeza; que tenho fôlego; que tenhoabeleza..

e se você, amigo, pensa que é assim, que posso fazer eu?
tão mortal, tão real, tão imperfeito, tão vivo.

quinta-feira, 11 de setembro de 2008

Se eu tivesse a força que você pensa que eu tenho...


Fecha os olhos e sente...
A brisa que não sopra, e o cheiro do mar que não chega tão perto de mim
Sente a vontade?

Vontade do longe, vontade do sol... Anseio de não ver o cinza que invade, entra sem pedir ao brilho dos olhos.

Agora fecha, e tenta não sentir...
As horas escorrer pelas mãos, feito areia fina. Não queira em nenhum momento, que o mundo pare.
NÃO !Em hipótese nenhuma gritar.

Pra que correr pra onde tem um fim?
Se somos capaz de passar um bom tempo por aqui ainda, observa-a...
Só não a deixe ir embora sem o brio que lhe é merecido.

segunda-feira, 1 de setembro de 2008

assindético.

sim!e quem precisa de síndetos quando tem ironia? pra não falar desse pesar que me devora; sem saber dos Medos que comigo carrego, tem-me como coragem. Mas eu ainda os escrevo como se fossem nome próprio e o plural é somente guarida.
tempo engraçado...


[f5]


eu distribuo segredos;
eu ando sólivre;
eu penso;
eu até queria.



[f5]



até conhecer aquelas promessas. Jah! ..logo eu que abandonei a inocência
hora essa a do engano quando se faz luz: dói! dói! SÓ dói.. e não se vai..

tão pilantra que fere meu ceticismo